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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

who's bad?

O que posso contar é que sonhei com helicópteros carregando placas vermelhas e amarelas e depois explodindo. E aí tem um prédio que desaba com um monte de caminhões coloridos dentro e aí eu encontro o elenco de Grey's Anatomy e estou disfarçada de Michael Jackson...

Aham...

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

02 neurônio


essas são as meninas pelo qual comecei a me interessar por blogs e essas coisas. às vezes mal humoradas, às vezes polêmicas mas sempre com uma linguagem e com assuntos tão fáceis de se identificar... indico, recomendo e sempre assino embaixo!! http://02neuronio.blog.uol.com.br/

Flora , fauna e o inferno*
Por Jô Hallack

As jabuticabas voltaram.
Lembro muito bem da última vez que eu comi jabuticabas, foi no ano passado, só que não era eu, ou melhor, era o eu que preferia ser e que já fui.
Mas os passarinhos comeram as migalhas de pão que marcavam meu caminho de volta.




* inferno que, agora, para mim, pode ter também o significado de um mergulho em nossas próprias profundezas, nem sempre horríveis, mas inevitavelmente intensas e sem caminho de volta, como Perséfone, que foi raptada por Hades para casar-se, comeu as sementes de romã e acabou tornando-se rainha. mais? aqui

terça-feira, 29 de setembro de 2009

luzes da ribalta


"A espécie de consciência associada com Afrodite é única, a que chamo de "consciência de Afrodite". Esse tipo de consciência é mais enfocada e intensa do que a percepção difusa das deusas vulneráveis, e é mais receptiva e atenta àquilo que focaliza do que a consciencia enfocada das deusas virgens.

Penso na consciencia de Afrodite como análoga às luzes do teatro que iluminam o palco. O que contemplamos à luz da ribalta dramatiza ou magnifica o impacto da experiência sobre nós.
Qualquer pessoa que já se apaixonou por alguém, ou por um lugar, uma idéia ou um objeto enfoca e compreende com a consciência de Afrodite. Mas nem toda gente que usa essa consciencia fica apaixonado. O modo "apaixonado" como Afrodite trata outra pessoa como se ele/a fossem fascinantes e belos é característico das mulheres que personificam o arquétipo, e é um modo natural de relatar e colher informações para muitas mulheres e homens que gostam das pessoas e enfocam sua atenção total concentrada nelas.

Tal mulher compreende as pessoas do mesmo modo que um connoisseur de vinhos fica atento e observa as características de um novo vinho. Para apreciar completamente a metáfora, imagine um aficcionado do vinho apreciando o prazer de conhecer um vinho desconhecido. Ela/e ergue a taça voltada para a luz a fim de examinar a cor e pureza do mesmo. Aspira o buquê, experimenta lentamente um trago para testar sua qualidade e suavidade; saboreia ainda o ressaibo. Mas seria um engano supor que a atenção e interesse que ele tributa ao vinho signifique que este determinado seja especial, de valor, ou ainda apreciável. [...]

É seu estilo estar envolvida genuinamente e a cada momento no que quer que a interesse. O efeito na outra pessoa pode ser sedutor - e ilusório, se seu modo de interagir cria a impressão de que ela está fascinada ou enamorada, quando realmente não está."

do livro "A Mulher e as Deusas" - Bolen, Jean Shinoda

foto: Carol Strina

mais? aqui!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

hera, afrodite e a mulher autônoma

No livro que estou lendo, a autora conta que foi feita a seguinte pergunta à um número X de pessoas: uma mulher pode ser autônoma e feminina ao mesmo tempo? A maioria respondeu: "sim, claro, óbvio"... Mas ao perguntar à essas pessoas o que era uma mulher feminina, muitos não sabiam como responder. Dos que responderam, alguns adjetivos que surgiram foram: delicada, cheirosa, indecisa... Então eu pergunto: O que é ser uma mulher feminina, afinal?

Segundo o mesmo livro, "autonomia implica ser você mesma, em sua totalidade, sem negar ou repudiar aspectos de sua personalidade para se submeter às exigências sociais.

[...] Na nossa cultura patriarcal, a mulher feminina renuncia a partes do seu eu, na tentaiva de corresponder ao que dela se espera. O mesmo ocorre com o homem masculino.

[...] O homem masculino e o homem dependente não são autônomos. Autonomia, neste caso, implica em não se submeter às exigências sociais de modo a rejeitar características da própria personalidade consideradas femininas pela nossa cultura.

Os conceitos de feminino e masculino são prejudiciais a ambos os sexos por despotencializar as pessoas, aprisionando-as a estereótipos.

Uma mulher autônoma olha com novos olhos o mundo, o amor, o homem. Busca sua identidade definida por si mesma e não como adjunto do seu homem. Ela pode até terminar com "Fulano", mas se o fizer, não será como a "sra. Fulano", e por isso tem dificuldade de se relacionar com homens que não sejam autônomos, homens presos ao mito da masculinidade."

sexta-feira, 24 de julho de 2009

simples poderes, grandes pecados


Muitas vezes a gente não tem noção da dimensão do que fala. Às vezes, um comentário ferino aqui, toma proporções que ficam difíceis de serem controladas ali, pra quem é comentado e pra quem é comentador.
Curioso que, há um tempo li este livro e agora retomei esse assunto por acaso na terapia. Meus eternos retornos... Por isso, de reflexãozinha para o final de semana, queria deixar esse trecho do "Os Quatro Compromissos" que, apesar de soar um pouco como "cartilha" e tal, é bom para tirarmos algumas próprias conclusões a respeito desses assuntos que são tão presentes no nosso dia-a-dia, como a PALAVRA, por exemplo. BJO!

"Seja impecável com sua palavra. Através da palavra torna-se possível a expressão do poder criativo. A palavra é um instrumento de magia: branca ou negra. Uma faca de dois gumes: pode materializar o mais exuberante dos sonhos ou destruir uma nação. Dependendo de como é usada, ela pode gerar liberdade ou escravidão. Ser impecável é não contrariar sua natureza, é assumir a responsabilidade por seus atos, pensamentos e sentimentos, sem julgamentos ou culpas. Sem peccatu. Ser impecável com a própria palavra é empregar corretamente a sua energia, ou seja, não desperdiçar ou perder energia e poder pessoal. É usar a palavra na direção da verdade e do amor por você. Se você se comprometer a ser impecável com sua palavra, basta essa intenção para que a verdade se manifeste por seu intermédio e limpe todo o veneno emocional que existe em seu interior."


terça-feira, 23 de junho de 2009

olimpo


Uma das fases da terapia é fazer um exercício sobre as Deusas. Segundo minha terapeuta chiquérrima, todas nós somos compostas de um pouco da personalidade de cada uma das Deusas Gregas (assim como na astrologia, onde nosso mapa é composto por vários planetas). Cabe à esse exercício ajudar-nos a entender qual delas está desequilibrada, qual é a mais forte e etc... Fui buscar:



"Temos, como representação dos padrões arquetípicos femininos, sete exemplos retirados da
Mitologia Grega que, de acordo com Jean Shinoda Bolen, psiquiatra junguiana, são a projeção dos
arquétipos do sexo feminino. Sua divisão se dá em:

1. Invulneráveis – as três grandes deusas virgens: Ártemis, Atená e Héstia, as
quais nunca se deixaram dominar por seus pares masculinos
2. Vulneráveis - três deusas: Hera, Deméter-Coré ou Deméter-Perséfone, que
foram violentadas, raptadas ou humilhadas por seus consortes.
3. Afrodite fecha os arquétipos e representa uma deusa alquímica. Por estar sujeita
a transmutações, tanto é a inspiradora dos amores carnais (Afrodite Urânia) como
também o é do amor etéreo, superior (Afrodite Celeste).


Ártemis (Lua): é a mulher atlética, que aprecia a vida ao ar livre e os animais. Ama a natureza e
dedica-se á proteção do meio ambiente. Respeitada, sabe viver só e sente-se bem assim. Pode ser vingativa e cruel, se ultrapassarem o limite imposto por ela mesma no seus encontros


Atenas: mulher extremamente profissional e prática, busca realizar-se numa carreira onde possa mostrar sua sabedoria. Equilíbrio, cultura e educação. Não briga à toda, envolvendo-se em causas justas, às quais defende com argumentos irrefutáveis, o que lhe concede quase sempre o merecimento da vitória.

Héstia - Proporciona a mulher sentimento de integridade e inteireza. Se concentra em sua
experiência interior subjetiva. Fica absorvida quando medita.


Hera – (Juno): mulher ligada ao poder. São as líderes políticas, governantes, regentes. Por outro
lado, são apegadas á tradição, não abrindo mão de um casamento convencional, com moralidade,
fidelidade e companheirismo, sendo boas esposas e “imperatrizes” em suas casas.


Deméter - é a mulher-mãe. Gosta de estar grávida, de amamentar e de cuidar de crianças.
Geradora não só da vida mas também de sentimentos, emoções, experiências. É a que protege,
acolhe e alimenta, é a que se apresenta com reservas aparentemente inesgotáv eis de energia. A
que cuida de tudo o que é pequeno, carente e sem defesa.


Perséfone: mulher atraída pelo mundo espiritual, pelo que está oculto modesta e discreta, mostra-se misteriosa e mística, reservada e inquietante. Vive dividida entre o mundo real e o desconhecido,


Afrodite – (Vênus): é a mulher que se deixa levar pelo amor. Feminina, atraente, pode vir a usar o amor como arma mortal, satisfazendo seus desejos. Sensual, sensível e refinada, está voltada
principalmente para os relacionamentos humanos, para a beleza e inspiração nas artes.

Identificou?


sexta-feira, 19 de junho de 2009

a cama na varanda


Então os caras, lá no Paleolítico, não entendiam como ocorria a fecundação. "A fertilidade era característica exclusivamente feminina, estando a mulher associada aos poderes que governam a vida e a morte" e por isso, nos endeusaram por muito tempo.

Porém, naquela época, não havia divisão de "superioridade" ou "inferioridade" entre os homens e mulheres, mas sim, respeito e parceria. Até que um dia, alguém descobriu a relação entre o momento em que a "ovelha macho" (e isso existe???) "cobria" a ovelha fêmea e o nascimento dos filhotinhos... Pronto! Os caras ficaram se achando! E se sentiram traídos por não terem descoberto isso antes e terem nos endeusado por tanto tempo...

Depois disso, já sabem, né; sociedade patriarcal e submissão feminina durante muuuitos anos.

Ainda bem que os tempos estão mudando, debaixo dos nossos narizes, até sem que a gente perceba, mas mudando. Que bom que a gente não é mais como era ontem! E, que bom que amanhã vai ser melhor!!!!!!!


Livro-lição de casa: "A Cama na Varanda" de Regina Navarro Lins

quarta-feira, 17 de junho de 2009

"nada é permanente, salvo a mudança"


(tudo bem, muitos não gostam do Wikipedia "porque não são dados confiáveis" ou whatever... Mas que está bem explicadinho, isso está...)


"Os filósofos milesianos haviam percebido o dinamismo das mudanças que ocorrem na physis, como o nascimento, o crescimento e o perecimento, mas não chegaram a problematizar a questão. Heráclito, inserido dentro do contexto pré-socrático, parte do princípio de que tudo é movimento, e que nada pode permanecer estático. "Panta rhei", sua "máxima", significa "tudo flui", "tudo se move", exceto o próprio movimento. Ele exemplifica, dizendo que não podemos entrar duas vezes no mesmo rio, porque, ao entrarmos pela segunda vez, não serão as mesmas águas que estarão lá, e a mesma pessoa já será diferente."
continua...

terça-feira, 9 de junho de 2009

equação



Em quantas "uma hora" será possível resolver todas as questões que se confundem na minha cabeça?

Todas as vezes que estou no caminho da terapia, vou tentando organizar o que deverá ser a "pauta" do dia, mas quando chego lá, N outras pautas surgem, um assunto emenda no outro e quando vou ver chegou a hora de mais um " a seguir cenas do próximo capítulo"...

Uma hora deveria ter muitas outras horas dentro dela!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

trabalho.

A questão é que não vale mesmo se não for com amor...
Você passa aproximadamente 10 horas dentro do seu local de trabalho (quando não mais, muuuuito mais) e tem que pelo menos gostar do que faz.
Ah, tá, a cervejinha do fim do mês tá garantida? Mas e o resto? E a sua saúde, sua energia, sua auto-estima até, porque se vc não gosta do que faz, se acha um merda e acha tudo uma merda. Além do que, você já passou bastante tempo da sua vida odiando a escola para continuar odiando o que veio depois, concorda?
Tudo bem, nem todos os dias são os melhores dias do mundo, é claro; você odeia trabalhar no feriado, viajar mil dias, passar os dias de sol à base de luz fluorescente, mas cara, o seu lugar de trabalho tem que ser mais um lugar que te dê tesão de estar, é o que te abastece quase o dia todo, pensa bem... Então vai, e amanhã, acorda com vontade, faça lá o seu trampo com tesão, ou jogue tudo para o alto e vá tratar de ser feliz mais horas no dia!!