Segundo o mesmo livro, "autonomia implica ser você mesma, em sua totalidade, sem negar ou repudiar aspectos de sua personalidade para se submeter às exigências sociais.
[...] Na nossa cultura patriarcal, a mulher feminina renuncia a partes do seu eu, na tentaiva de corresponder ao que dela se espera. O mesmo ocorre com o homem masculino.
[...] O homem masculino e o homem dependente não são autônomos. Autonomia, neste caso, implica em não se submeter às exigências sociais de modo a rejeitar características da própria personalidade consideradas femininas pela nossa cultura.
Os conceitos de feminino e masculino são prejudiciais a ambos os sexos por despotencializar as pessoas, aprisionando-as a estereótipos.
Uma mulher autônoma olha com novos olhos o mundo, o amor, o homem. Busca sua identidade definida por si mesma e não como adjunto do seu homem. Ela pode até terminar com "Fulano", mas se o fizer, não será como a "sra. Fulano", e por isso tem dificuldade de se relacionar com homens que não sejam autônomos, homens presos ao mito da masculinidade."
11 comentários:
C., com a sua resposta, estava pensando... Acho que o foco do post nem deveria ser "o que é ser uma mulher feminina" porque tem todas essas deturpações em torno do gênero... O mais importante, eu acho, é entender que uma mulher pode sim ser autônoma e feminina se for entendido que feminina não é necessariamente frágil... hum.... é por isso que minha Hera e minha Afrodite andam em guerra!!
Érica, bom assunto para um debate...
Mulher feminina é aquela que sabe ser mulher...fêmea...sedutora, sem se deixar castrar...
Podemos sim, aliar a mulher autônoma e independente,executiva com uma mulher extremamente sensual,sedutora e ciente de seus poderes femininos...rs
Acho que é por aí...rs
Beijos e carinhos!
Hummmmmm
Se eu tivesse parado de ler teu post na pergunta "O que é ser uma mulher feminina, afinal?", responderia que a feminilidade não está apenas em aparência e gestos (coisas que, pra mim, são importantes), mas também no modo de encarar a vida, nas escolhas que se faz, e tal. Mas continuei a leitura antes de responder, e esse paralelo com a autonomia faz pensar, de fato.
Por exemplo : meu instinto materno é algo gritante, não vejo minha realização pessoal sem passar pela maternidade. Não quero ser mãe por imposição social, e não abriria mão disso por nenhum motivo nem por ninguém. Logo, tenho autonomia, certo?
Certo, né...?
Rs
Beijo, Érica. Gosto das propostas dos teus post's.
ℓυηα
Certo, Luna (da maneira que "certo" pode ser... rs)
Ao definir que vc quer ser mãe não importa como, e realizar isso, te torna autônoma, segundo o que está retratado. Eu, particularmente, tenho pensado muito nas dores e delícias de ser mãe e confesso que, por hora, quanto mais eu puder protelar, protelarei.
ps: e gosto que vc responda às propostas! yey!!
Bjoss
Ava, mais uma coisa (já escrevi lá no seu blog algumas): se pensarmos por 'fêmea' e relacionarmos isso aos animais, uma 'fêmea animal' parece bastante autônoma, não?
(tem alguma outra coisa que a autora fala sobre o seduzir e tal... vou procurar e te falo.)
Bjos, bjos
Autônoma para não se deixar "engambelar" pelos apelos mercadológicos e deixar fluir sua natureza: feminina!
beijos!
Udinha: feminina na nossa concepção?
Flor, (por favor, elimine qualquer tom "professoral" que tenha me escapado, ok?)
o feminino enquanto uma manifestação da natureza não tem como ser conceituado... ele simplesmente está em nós e se manifesta: desde a (grrr...) tpm, passando por aquela vontade que nos faz escalar paredes e morder a fronha, até o leite escorrendo pelo mamilo ao ouvir o choro do bebê.
se pudermos (tivermos coragem) deixá-lo fluir será uma delícia ("cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é"), mas se tentarmos (e não nego que eu tento) enquadrá-lo segundo pré-conceitos, idéias pré-concebidas, daí será mais dor que delícia.
...viajei demais?
not at all, Flor!
A intenção é essa mesma, alimentar e fazer viajar: ADOREEEEEEI!
"é essa mesmO"
(ave, tô com uma mania horrível!)
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