
"Para além da orelha existe um som, à extremidade do olhar um aspecto, às pontas dos dedos um objeto - é para lá que eu vou. À ponta do lápis o traço. Onde expira um pensamento está uma idéia, ao derradeiro hálito de alegria uma outra alegria, à ponta da espada a magia - É PRA LÁ QUE EU VOU." (Clarice Lispector)
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
cinta-liga

quarta-feira, 28 de outubro de 2009
pra ilustrar uma conversa...
O correr da vida embrulha tudo.
A vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem..
Guimarães Rosa
ensaboa, mulata, ensaboa...
Quando comecei a trabalhar, já cursava faculdade de moda e consegui um emprego numa confecção onde só fazia o trabalho chato: coisas que iam desde notas fiscais e catalogação de modelagens, até cortar fitinhas para um pedido de 4000 pças e limpar o banheiro que eu compartilhava com a japa louca da gerente (desculpaí, pessoal!). - ÓDEO!! Ficava puta e, obviamente, pra demonstrar minha rebeldia - eu tinha 18 anos - ia lá pra sala de corte ajudar a peãozada (tinham outras moças tb) a fazer o "trabalho" mais braçal da confecção.
Chegava em casa todos os dias indignada, esbravejando aos quatro ventos que meu pai não pagava minha faculdade pra que eu ficasse limpando banheiros ou cortando fitinhas. GRRR!
Naturalmente o tempo passou e eu fui "recompensada" com a contratação para o cargo de assistente de estilo numa grande empresa - oh, o glamour... NOOOT.
De qualquer forma, passaram-se 12 anos até que eu pudesse gozar de alguns luxinhos que tenho hoje, como ter duas assistentes, por exemplo, uma, um pouco mais experiente e a outra, primeiro emprego - as duas com 21 anos.
Como aprendi lá trás, não vale a pena "puní-las" com a limpeza do banheiro, isso só as faria sentirem-se diminuídas e insatisfeitas, mas também não há como eu privá-las do trabalho chato (que nem é tanto assim, vai... imagina se eu fosse advogada e pusesse as meninas para irem ao fórum em dia de chuva torrencial!) e eu, percebendo que uma delas (a mais inexperiente, obviamente) não está lá muito satisfeita, não consigo deixar de me incomodar e me sentir responsável. Eis o dilema: sei que não dá pra ficar passando a mão na cabeça, mas queria que todos fossem sempre felizes e contentes. Acho que não dá pra ganhar sempre, né?
terça-feira, 27 de outubro de 2009
merchandising
meu chefe me disse uma vez que sempre - e principalmente - é melhor ressaltar nossas qualidades, porque defeitos sempre tem alguém que trata de apontar.
a questão é: como fazer auto-promoção sem parecer pretensioso ou arrogante?
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
pink!


domingo, 25 de outubro de 2009
assisti de novo
Por qué tanto perderse
tanto buscarse, sin encontrarse.
Me encierran los muros de todas partes.
Barcelona
Te estás equivocando
no puedes seguir inventando
que el mundo sea otra cosa
y volar como mariposa.
Barcelona
Hace un calor que me deja
fría por dentro
con este vicio de vivir mintiendo
que bonito sería tu mar
si supiera yo nadar.
BarcelonaMi mente tan llena
de cara de gente extranjera,
conocida, desconocida
he vuelto a ser transparente.
No existo más.
Barcelona
Siendo esposa de tus ruidos
tu laberinto extrovertido
no he encontrado la razón
por qué me duele el corazón
Barcelona
Porque es tan fuerte
que sólo podré vivirte
en la distancia y escribirte
una canción.
Te quiero, Barcelona

sexta-feira, 23 de outubro de 2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
non je ne regrette rien

agora... fazendo careta!
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
PS final de HH (ãhn?)
sem medo

quinta-feira, 15 de outubro de 2009
terça-feira, 13 de outubro de 2009
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
bagagem
poucas coisas justificam o "gostar de alguém" sem explicação, uma delas é a história que a relação carrega.
muitas vezes, com o passar do tempo, começamos a estranhar algumas atitudes da pessoa em questão. a gente não sabe de onde vem, se o seu olhar mudou, se você mudou ou se ela mudou - é como quando a gente entra na puberdade, que começa a ter um pouco de vergonha do corpo, porque aquilo "tudo" que está crescendo não era seu até então - e é aí que começam os desentendimentos... Então, você acha que é melhor acabar com tudo, que não vale a pena mais insistir, mesmo que alguma coisa lá no seu coração, diga o contrário. Como última tentativa, você resolve falar abertamente sobre o que está sentindo - você perdeu o medo de perdê-la porque 'ela' já está perdida. Então, essa pessoa te dá uma resposta que quebra todos os seus argumentos: ela tem a história, e a história, pessoal, essa, emocional, longa, alegre e triste, que nos une à alguém por um motivo aparentemente desconhecido, é incontestável. (ponto.)
from my "E-mailberry"... rs.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
marriê

A minha intenção é ir mesmo pra esse lado das tranças, pra deixar o look mais jovem.

Estou com um pouco de dúvidas a respeito de um colar grandão - já que meu vestido é tomara-que-caia...



o meu amor
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segunda-feira, 5 de outubro de 2009
héstia
Acho que a palavra chave dos anos "doismils" é Liberdade. Nunca ouvi tanto falar sobre isso. Sim, talvez se tivesse vivido nos 70's, estaria um pouco mais acostumada, pois é claro que isso é resultado do que vem sendo plantado desde então.
O fato é que as pessoas estão sim, ficando cada vez mais individualistas e, embora isso possa preocupar os mais pessimistas, não vejo isso como algo tão ruim.
Vivemos muito tempo apenas nos dedicando aos outros: ao marido, aos filhos, ao trabalho... E é fato que essa crescente necessidade de ficar um pouco só vem disso. Viramos (ou melhor, nossos pais viraram) adultos mutilados, que agora têm que correr atrás de se divertir um pouco no tempo que lhes resta. Ótimo pra eles que descobriram a tempo que ainda há muito o que fazer e ótimo pra nós, que podemos adiar as um pouco algumas responsabilidades para cuidar de si e podermos ser pais inteiros, esposas/os inteiras, profissionais inteiros e, ainda, amigos inteiros. (sim, porque também não havia muito tempo pra isso...)
Potanto, lhes digo, benditos sejam os momentos de solidão, em que nos resguardamos e reciclamos para que possamos ter muito mais do que meias verdades a dar.













