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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

tudo é bom

No mundo da terapia, há uma "tendência" a tentar entender que não há algo BOM ou RUIM nas situações cotidianas. De tudo, é necessário, obter um aprendizado, uma compreensão de que são essas situações que constroem nossa personalidade e nossa força.
Quando visualizo em minha mente, alguém que reage desta maneira, imagino uma linha corrente, reta, horizontal, quase assemelhada àquela linha do medidor cardíaco de uma sala de operação quando o paciente morre. HORROR!!! Acho que em meu íntimo não consigo compreender "viver" sem seus altos e baixos, apesar de contestá-los. Uma vida de calmaria, para quem se acostumou à montanha russa, é estranha, ainda que a paz seja o ideal de quase toda a humanidade. É por isso que leva-se anos para se tornar sábio... Lembrando que "sábio", nas minhas visualizações, é aquele cara, calmamente sentado em posição de lótus no cume da montanha. Santa imaginação...

sexta-feira, 15 de maio de 2009

"how peculiar"

Não me considero uma pessoa tradicional. Minhas escolhas não são muito são convencionais, dificilmente me impressiono com o "quarterback" (posso até achá-lo LINDO, mas não passa disso). Meu casamento, vai ter uma cerimônia diferente, com um vestido diferente e uma festa diferente. Meu(s) filhos, vão estudar numa escola com aulas alternativas como circo, pintura e essas coisas. Até meu paladar prefere misturas estranhas. Quando pequena, fazia GRD enquanto as outras meninas faziam natação e jazz. Nada a ver com meus pais tampouco; o que, aliás, será investigado, depois que fizer uma árvore genealógica para descobrir as heranças que carrego comigo. Ba-ca-na! Mais bacana ainda é que a tal terapia, não poderia ser uma terapia tradicional e sim, algo com mais alternativas para fazer com que o tratamento dê certo, como "sementinhas" na orelha, incensos, tatames e essas coisas. Tô gostando, gente, tô gostando...

quinta-feira, 14 de maio de 2009

ojos del salado

A mulher disse que ali havia um fogo...mas não era daqueles fogos da moça da novela ou como a Geni do Chico... Era um fogo que precisava ser extravasado. Talvez fossem necessários mais exercícios ou alguma maneira de direcionar aquilo para que não se tornasse lava... Pensando nisso, fiz uma brincadeira: comecei a reparar nas pessoas na rua que poderiam ter aquele tal "fogo", e aí passou uma senhora, de uns 60 anos, negra, bem curvilínea - como são as senhoras negras, sabem? - Sandália de salto com tirinha nos tornozelos, cor cru, saia abaixo do joelho, enviesada (tinha um movimento) e uma camisa branca, com uns babados no decote (jabôs estão na moda), cabelos soltos, abaixo do ombro, propositalmente meio despenteados... Era harmônico, não-vulgar, não-comum. Entrou no bar, pisando firme com toda a sua roupa de fogo. Um vulcão de 60 anos... haha.