"Para além da orelha existe um som, à extremidade do olhar um aspecto, às pontas dos dedos um objeto - é para lá que eu vou. À ponta do lápis o traço. Onde expira um pensamento está uma idéia, ao derradeiro hálito de alegria uma outra alegria, à ponta da espada a magia - É PRA LÁ QUE EU VOU." (Clarice Lispector)
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009
sexta-feira, 13 de março de 2009
sedex
... mas se ouvir falar sobre o poder do universo, não subestime, mais rápido do que imagina ele atenderá seus pedidos.


sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Amo a empresa que trabalho e a empresa que trabalho ama os "faz-tudo".
Acho que, como toda empresa, a empresa onde trabalho ama os que dão o sangue, ama os que não pedem, os que não reividicam, os que só sorriem. Perdoem-me, mas não dou o sangue nem por mim mesma. Quando estiver difícil, trato de procurar outra saída, não vou ficar me matando. Meus limites merecem todo o respeito.
No entanto, hoje, no dia em que seria o único feriado prolongado do ano, estou aqui, porque não tive coragem de dizer: "pessoal, me desculpem, mas estou no limite." De verdade. Mas não tive coragem. Amo o que faço, mas nem todo amor do mundo sustenta essa situação. Estou cansada, mal-humorada, durmo mal e sonho com calcinhas. Alguma coisa não vai bem... não vai bem... Quanto mais você faz, mais esperam de você. TRUE. E se você não corresponder às expectativas elevadíssimas, você é uma decepção. Pelo menos eu penso assim... Já é sabido que sou total 8 ou 80, sem meios-termos. O fato é que estou exausta e "em estando exausta" minha criatividade pode ser prejudicada, assim como os meus relacionamentos de trabalho. Queria que todos fizessem silêncio... Eu quero ver o mar...
terça-feira, 29 de abril de 2008
protesto

Eu odeio, é sério.
Odeio preconceito.
Odeio preconceito contra mulheres
Odeio o preconceito contra os gays
Odeio o preconceito contra os negros, contra os pobres, contra os aleijados.
Odeio as manifestações de preconceito.
Odeio existirem grupos que se julgam mais que outros a ponto de impor regras e definir quem ou não merece pertencer à este ou àquele lugar.
Odeio essa gente de nariz empinado, que não sabe lhufas da sua vida e te julga pela aparência.
Odeio imaginar que eu possa estar falando isso, mas também fui criada numa sociedade preconceituosa. Fui bem alimentada quando criança, não passei nenhuma fome, faço regime, reclamo de barriga cheia e também já xinguei a mulher que deu em cima do meu namorado de biscate.
Também tenho raiva de ter rido das figuras de prostitutas nas ruas, ou ter ficado ressabiada quando um negro se aproximava, achando que ele me assaltaria.
Detesto que as taxações existam e as pessoas estejam mais preocupadas em julgar os outros ao invés de olhar para os próprios umbigos. Que um homem, seja capaz de sentir-se atraído por uma mulher e no momento seguinte se ache no direito de chamá-la de vagabunda. E também detesto as mulheres que cospem nos pratos que comeram, que trepem com um cara e depois falem para as amigas que ele era “meia-bomba”.
Odeio os sentimentos mesquinhos.
Odeio saber que eles existem e odeio saber que pode haver um pouco deles dentro de mim. ¨
Odeio preconceito.
Odeio preconceito contra mulheres
Odeio o preconceito contra os gays
Odeio o preconceito contra os negros, contra os pobres, contra os aleijados.
Odeio as manifestações de preconceito.
Odeio existirem grupos que se julgam mais que outros a ponto de impor regras e definir quem ou não merece pertencer à este ou àquele lugar.
Odeio essa gente de nariz empinado, que não sabe lhufas da sua vida e te julga pela aparência.
Odeio imaginar que eu possa estar falando isso, mas também fui criada numa sociedade preconceituosa. Fui bem alimentada quando criança, não passei nenhuma fome, faço regime, reclamo de barriga cheia e também já xinguei a mulher que deu em cima do meu namorado de biscate.
Também tenho raiva de ter rido das figuras de prostitutas nas ruas, ou ter ficado ressabiada quando um negro se aproximava, achando que ele me assaltaria.
Detesto que as taxações existam e as pessoas estejam mais preocupadas em julgar os outros ao invés de olhar para os próprios umbigos. Que um homem, seja capaz de sentir-se atraído por uma mulher e no momento seguinte se ache no direito de chamá-la de vagabunda. E também detesto as mulheres que cospem nos pratos que comeram, que trepem com um cara e depois falem para as amigas que ele era “meia-bomba”.
Odeio os sentimentos mesquinhos.
Odeio saber que eles existem e odeio saber que pode haver um pouco deles dentro de mim. ¨
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sexta-feira, 25 de abril de 2008
blueberry night
sexta, em casa.
how pathetic is that?
eu quero uma casa no campo...
um travesseiro e uma boa noite de sono.
no filme* ele diz algo como "ter aprendido que era melhor ficar no mesmo lugar, para quem quisesse, saber onde encontrá-lo"...
liberdade é movimentação mas será que a movimentação da liberdade faz com que você se desencontre demais do que procura?
*My blueberry nights/ Um beijo roubado
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
how pathetic is that?
eu quero uma casa no campo...
um travesseiro e uma boa noite de sono.
no filme* ele diz algo como "ter aprendido que era melhor ficar no mesmo lugar, para quem quisesse, saber onde encontrá-lo"...
liberdade é movimentação mas será que a movimentação da liberdade faz com que você se desencontre demais do que procura?
*My blueberry nights/ Um beijo roubado
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