
Desde pequeno a gente escuta pequenas mentiras. “Mentiras sinceras”, claro, sobre o coelhinho, cegonha, Papai Noel e N outras coisas que eu poderia passar o dia aqui listando. Desde sempre, ouvimos que o Peter Pan ia nos trazer um presente se lhe entregássemos a mamadeira e assim foi. Depois, descobrimos que era tudo para o nosso bem e a mentirinha passou a fazer parte da nossa educação. Só que quando a gente cresceu, descobriu que, na verdade, mentira é falta grave e honestidade é pré-requisito para alcançar o que se almeja. Mas você vê uma amiga chorar porque um cara falou que ela estava gorda. Ou você, rapaz, escuta um monte quando diz que na rodinha de amigos do boteco tinha uma menina, solteira – e bonita. A verdade é cara, assim como a mentira.
Vantagens de um: com a mentira, você evita a fadiga de questionamentos sem importância: você só tem olhos para a sua namorada, a tal menina, pouco te importa. Ou você diz à sua amiga que não, ela não está gorda e que o cara é um idiota, mesmo sabendo que ela nem cabe nas próprias calças – palavras dela mesmo.
Vantagens de um: com a mentira, você evita a fadiga de questionamentos sem importância: você só tem olhos para a sua namorada, a tal menina, pouco te importa. Ou você diz à sua amiga que não, ela não está gorda e que o cara é um idiota, mesmo sabendo que ela nem cabe nas próprias calças – palavras dela mesmo.
Vantagens do outro: sem peso na consciência e sem correr o risco de se contradizer e arrumar uma briga, você dorme tranquilo, politicamente correto, ainda que tenha magoado a amiga dizendo que sim, ela está gorda e o cara tinha razão e que apesar do distúrbio de tireóide, ela tem que emagrecer mesmo porque a vida é assim e ela continua a chorar...
Oh oh... Estou defendendo a mentira? Mas eu só estava falando a verdade!
Então como é que você avalia o que é uma mentira boa e uma verdade má?
2 comentários:
Wrong direction...
Você já conhece minha opinião sobre a mentira.
Mas o caso aqui não é sobre mentiras ou verdades.
É sobre fantasias e realidade.
É sobre magoar e consolar.
Que bom, então... Acho que, ingenuamente, é a única forma de mentira que conheço e o único momento em que "permito" que ela seja aplicada; nesse caso então, parece que compartilhamos do mesmo time... Even better.
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