segunda-feira, 17 de novembro de 2008

vicky ou cristina?


De todas as críticas que li sobre "Vicky Cristina Barcelona" - o novo trabalho de Woody Allen - a que melhor define o que o filme nos desperta, na minha opinião, é a da revista Veja, onde a repórter lança algumas questões que merecem ser pensadas durante o filme e nas quais foram baseadas as nossas discussõezinhas caseiras do "pós filme".

Coloco abaixo alguns trechos e faço das questões, as minhas:

"A certa altura, porém, as coisas sairão um pouco do programa. E esse é o eixo de Vicky Cristina Barcelona, o novo e excelente filme de Woody Allen, que estréia nesta sexta-feira no país: as coisas – quaisquer que sejam elas – sempre hão de sair do programa. Ainda bem, porque em geral as pessoas tendem a ser péssimas autoras de seus próprios roteiros.

Só que os romances aqui não transpiram nenhuma paixão, porque são um mero emblema do imprevisto. Tanto Vicky quanto Cristina serão tocadas pelo imponderável, representado por Juan Antonio. Uma aproveitará o impulso para se lançar numa nova trajetória; a outra vai descrever um círculo e voltar ao mesmo ponto – mas mais triste e insatisfeita, porque agora sabe que a vida pode conter outras coisas, e que lhe falta a coragem para abraçá-las. Trata-se, enfim, quase de um jogo de salão, em que cada espectador deve decidir, ao final, se é mais Vicky ou mais Cristina.

O diretor, de sua parte, sabe bem de que lado está. Aos 72 anos, ele parece aqui olhar para trás e concluir que os acertos têm um talento danado para se travestir de erros, e os erros, de acertos. Quem não se arriscar poderá até viver – mas não verá.


Um comentário:

Anônimo disse...

Primeiro de tudo sou fã incondicional do Woody Allen e acho que ele sempre está inovando.
Adorei esse filme, muito por conta do Javier Bardem que é "O" homem e depois porque nada é convencional na história.
bjs