domingo, 18 de maio de 2008

regras do jogo

Lendo a definição da expressão "pacta sund servanda" do Flávio, veio-me à cabeça uma série de coisas:

Talvez muitos dos meus relacionamentos não tenham sido "sucesso de bilheteria" porque raramente defino cláusulas para eles; vou levando como está para ver onde é que dá.

Acho que é até um pouco da história da aventura, da Clarice... Aceito o desafio simplesmente, até porque, tenho dificuldade com regras - todas, né, Ernesto - sei lá, deve ser coisa para análise ou whatever, mas, tornou-se definido, eu corro pra contrariar... Ê, teimosia... E é engraçado, porque devido às minhas experiências, eu já devia ter aprendido que é melhor definir certas coisas, até para se estar mais segura do terreno em que se pisa. Sinto uma invejinha dos que conseguem e esse é mais um dos momentos em que me sinto "sozinha no mundo".

Camila e eu, outro dia, estávamos jogando Pôker e decidimos partir para o Buraco (o jogo), durante o embaralhar das cartas ela começou a me fazer uma série de perguntas: se a canastra real era de ás à ás, lavadeiras e essas coisas. Fiquei confusíssima: "Não podemos simplesmente começar a jogar e pronto?" E ela me disse: Não, sabe por quê? Porque se não estabelecermos as regras, o jogo sempre acaba em briga.

2 comentários:

Suzana disse...

Tem um ditado que diz: " O que é acordado não sai caro".

Acho que é por ai...

Porém, nos relacionamentos é impossível elencar as possíveis regras ou as desejadas, existem aquelas que ficam "implicitas" ou melhor, nós pensamos que ficam e dai...

Udi disse...

Cámilas sempre arguta e Suzana com seu olhar livre de sempre.

só sei que nada sei! neste jogo eu já perdi... ele não é de ganhar.