sexta-feira, 16 de maio de 2008

aventura

Torno-me cansativa às vezes por conta de toda essa coisa que insisto em chamar de "obssessão". Mas é que quanto mais eu leio, mais eu me identifico, com a delicadeza, com a intimidade com as palavras, com a descrição precisa de sensações que nunca são fáceis de definir para mim, que sou uma pobre mortal...
Torno-me cansativa mas não com menos prazer em repetir e repetir tão - ora... estou tentando achar a palavra - humanos - que seja - pensamentos... Nunca me identifiquei tanto, nunca vi tanto de mim em tão belas palavras... Por isso não me canso...

"Minhas intuições se tornam mais claras ao esforço de transpô-las em palavras. É neste sentido, pois, que escrever me é uma necessidade [...] de outro lado, escrevo pela incapacidade de entender, sem através do processo de escrever. [...] E também porque acredito que a coisa se esclarece sozinha com o tempo: assim como num copo d'água, uma vez depositado no fundo o que quer que seja, a água fica clara. Se jamais a água ficar limpa, pior pra mim. Aceito o risco. Aceitei risco bem maior, como todo mundo que vive. [...] Sempre tive um profundo senso de aventura, e a palavra profundo está aí querendo dizer inerente. Este senso de aventura é o que me dá o que tenho de aproximação mais isenta e real em relação a viver..."

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